Trata-se do estudo de impacto que determinados empreendimentos, definidos em lei municipal, trarão a sua vizinhança, assim entendida como os residentes na área e suas proximidades. O EIV é condicionante para a obtenção das licenças ou autorizações de construção, ampliação ou funcionamento.

O conteúdo mínimo do EIV está arrolado nos inciso do art. 37, a saber: adensamento populacional, equipamentos urbanos e comunitários, uso e ocupação do solo, valorização imobiliária, geração de tráfego e demanda por transporte público, ventilação e iluminação, paisagem urbana e patrimônio natural e cultural.

Por fim, relava gizar que o EIV não se confunde com o Estudo Prévio de Impacto Ambiental (EIA) que é um subprocedimento do licenciamento ambiental, exigível para atividades capazes de causar significativa degradação ambiental, nos termos do art. 225, parágrafo 1º, inciso IV, da CF e Resolução CONAMA 1/86. Trata-se, portanto, de um novo instituto jurídico-ambiental para a obtenção das licenças edilícias.